Mensagens psicografadas

Queridos amigos, como bem explicado nesta noite de estudo, mediunidade não é privilégio exclusivo de nenhuma época da humanidade. Não são poucos os casos na história que tanto foi modificada graças a esta faculdade bendita. Sem a mediunidade de Moisés talvez haveríamos de viver em clima de barbárie, embora estando todos a contragosto com relação a isto. Os primeiros traços de solidariedade só puderam sair do coração dos homens e se fazer presente na civilização graças a este bendito recurso. Está em contradição com a benevolência do criador supor a ausência destas faculdades, uma vez que diante da fragilidade das criaturas estariam elas desalentadas e abandonadas aos seus próprios raciocínios, muita vez tirando conclusões equivocadas a respeito das verdades da vida de além-túmulo. Não podemos, assim, excluir o intercâmbio entre espírito e matéria, solicitude e amparo, criatura e criador. O amor de Deus sendo infinito não pode deixar de prever as necessidades humanas. Graças à mediunidade a certeza se dá em meio à ignorância. Aprendamos, pois, aperfeiçoar nossas faculdades em todos os setores a que nos destinamos nesta existência. É da Lei que atinjamos a perfeição, e os predicados da sintonia de ser para ser não é exceção. Prossigamos irmãos, estudando e nos instruindo, trabalhando e aperfeiçoando. Obrigado pela noite,

Luiz.

Queridos amigos,

Muito bom estar novamente entre vocês. Despois de um período visitando outros trabalhos em diferentes casas, em diferentes locais, aprendendo com cada qual um pouco, passo então a organizar os aprendizados adquiridos e começar no trabalho do bem. Nesta casa que me acolhe e com o trabalhador que me auxilia, me sento muito feliz. A felicidade doivina é tão intensa que não cabe no coração... Deixo então com vocês uma oração que aprendemos juntos:

Com fome vivi, enquanto encarnado, muitos me viam, mas poucos me enxergavam.

Passei, desde criança, fome. Fui filho abandonado, de mãe sem juízo. Fui praticamente criado na rua. Vivia com famílias diferentes, conforme o tempo passava, e as necessidades aumentavam, eu era jogado para um lado ou para o outro. Minhas mãos viviam calejadas pelos serviços que fazia para conseguir algo de comer.

Sem conhecimento, sem língua, sem escrita boa, vivia do que aprendia com os que caminhavam comigo.

Mas, com 12 anos, já jovenzinho, tive uma grande ajuda, neste momento estava na cidade de Pindamonhangada, um Sacerdote da Igreja católica me  viu na rua. Estava comendo um resto de uma marmitex que achei. Cheirava azedo. Mas minha fome não ligava para isso.

Este sacerdote, de nome Antônio, me viu de longe e se aproximou.

-- menino, o que fazes?

-- comendo, respondi.

-- Mas, jovem, este alimento não esta bom.

-- O Senhor não sabe o que é fome. Se soubesse acharia gostosa.

-- O meu querido, não faça isso, caminhe comigo, venha, deixe-me te ajudar.

Assustei-me e sai correndo. Minha vida se passou nas ruas. Era de grande curiosidade a minha coragem renovada a cada dia, a cada minuto. As vezes deitava naquele papelão do chão e com meus cobertores velhos tinha uma noite de sono tranquila. Durante o dia também me sentia bem em certos momentos. Mas, Deus, de onde vinha essas esperanças, essas forças? Essa era minha curiosidade. Assim segui. Com 30 anos conheci a enxada e a roça. Lá me firmei e comecei a ser gente. Sentia-me confortado em muitos momentos. E nestes anos seguintes sentia algo que me aquecia. Uma energia que me dava vontade de viver. Que me dava vontade de seguir em frente.

Assim fiquei por anos. Comecei a viver em uma chácara e lá fiquei até meu último dia. O meu desencarne foi tranquilo. Estava dormindo e acordei no mundo Espiritual. Não tive sofrimento, não entrei em túnel, não vi Luz, mas me transportei para outro mundo. Vim para a continuidade e acordei no quarto. Um quarto com uma cama que nunca tive na vida da carne.

Eis que a porta se abre e para minha surpresa entra ele, o homem que quis me ajudar, o sacerdote. Ele percebe minha cara de assustado e pergunta-me:

-- como está, menino?

-- Olá, é o Senhor, mas não estou entendendo, não sou mais menino e como vim parar aqui?

- O menino, você esta em outro mundo, o verdadeiro mundo. O mundo onde não existe a  morete.

--  Como? Perguntei.

-- Você entenderá com o tempo. Mas necessário é lhe falar que você é meu neto, o neto que procurava muito. Quando estava jovem,  conheci sua avó em uma viagem. Tivemos uma aventura, nada aceitável para o momento daqueles anos. Nunca a vi, mas ela estava grávida, isso eu sabia, e à partir daí começou uma grande ligação.

Quando o vi, na rua, meu sentimento foi maior que um sentimento de dó. Deste jeito o levei para ajudar, mas fugis-te.

Daquele momento até agora somente sabia Orar por você. O fazia encarnado e continuei  a fazer quando acordei no mundo Espiritual.

Sua vida no plantio de café e após como cuidador de chácara, fui eu quem  ajudar a intuição das pessoas a te encontrar.

-- Mas por quê? – perguntei.

-- Oh, querido, senti que você era meu protegido, pois foi meu  abandonado.

Nos unimos em um abraço e choramos por horas. A emoção e o amor se uniram e até hoje estamos juntos.

Agradeço o convite dos trabalhadores da Casa para relatar o poder  da oração.

Paz eterna a todos.

Negro Julião.

Viesse Jesus novamente a esta Terra, em missão de esclarecimento, de exemplo de conduta correta para a melhoria de todos em direção a Deus.

Nascesse Ele, no entanto, em mísero lugarejo, triste e pobre aldeia da África.

Seria, então, uma criança negra, nua, de grande ventre e pernas fracas. Sua mãe seria uma mulher muito jovem, coberta de feridas causadas pelos sofrimentos e pelo trabalho exaustivo na lida da terra, de escassos recursos, cansada de andar muito em busca de água, em poços poluídos. Iria Jesus, pela mão dessa mãe, que carregaria também outro filho nas costas, ondepousariam moscas.

Casa do Caminho - Instituição Espírita Cristã

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