Mensagens psicografadas

Psicografias 04 de abril de 2017

logo 50 anos Aqueles cavalos passaram por cima de mim. Vieram com toda força e vontade.
Não estava preparado para aquilo. Era muito estranho. Comecei a sentir menos a medida que passavam. Parecia que estava me acostumando. A dor parecia estar sumindo.
Deste modo passaram e me levantei tirando a poeira. Ao me virar percebi que havia outra pessoa deitada no chão. Mesmo uniforme de guerra que o meu. Fui até o companheiro para ajudá-lo. Quando me aproximei e fui acordá-lo o susto me pegou. Não era nenhum guerreiro que estava acompanhando o exército. Era a minha pessoa, era meu corpo, era eu. O impulso foi forte. Não sabia o que fazer, não sabia como reagir. Uma agonia me surgiu. Os meus olhos escureceram e fui levado dali. Fui puxado, fui levado.
Do mesmo odo que sai dali acordei posteriormente sem saber onde estava. Uma sonzeira me acompanhava. Não sabia onde estava, não sabia o que estava acontecendo. As correntes que estavam no meu pé se tornaram perceptíveis. O peso das mãos me surgiram. Fiquei mais assustado.
Surgiram vários soldados com lanças para me informar a situação. Comunicaram-me que eu estava prisioneiro, que eu estava no poder deles.
Fiquei sem saber como e por que. Mas comecei a ficar mais perceptível aos acontecimentos. Perguntei o que estava acontecendo e um tapa com luvas de metal me atingiu a face.
-- Cale-se, disse-me o lutador, não diga nada sem lhe ser perguntado.
A dor me tomou uma das faces e senti vontade de chorar, mas não consegui.
-- você, ser nojento. É nosso agora, está aqui a nossa disposição. Vai passar muito mais dificuldades do que nos provocou. Vai sentir o que sentimos, mas com muito mais intensidade, com muito mais dor.
Dali em diante comecei um ardor naquilo que chamava de continuidade da vida.
Fui arrastado pelas bicas, fui escravizado a caminhar sem água. Até leões enfrentei para poder alimentá-los. Muito passei, muito vivi, foi um período difícil.
A mulher que escravizei também estava lá. Mas ao contrário dos outros não me judiava e nem me dava afazeres.
Ela que escravizei no sexo, que passei a usar como um pedaço de carne. Ela simplesmente me olhava, simplesmente me dava olhares que de leve me acalmava.
Ela que já não se vestia como a deixei.
E não muito longe no tempo já era arrastado para os sofrimentos novamente.
Assim fiquei.
Até que em um momento de desespero e muito arrependimento me aliviei.
Sheila e eu nos vimos. Como num ato mágico dali saímos. Ela, a quem judiei, me amava, me dava momentos de oração. Me dava rações para tentar viver. Em um instante saímos dali e acordamos para a realidade da vida muitos e muitos séculos após. Em grande tratamento fiquei, ela não passava tanto como eu. Na realidade estava lá para ajudar. Estava lá para me motivar.
Em colônia Espiritual, séculos após, a claridade do conhecimento surgiu. Eu como poderoso tive escravos, ela foi uma, mas diferente de todos os outros ela me amava. Em vidas anteriores aquela ainda foi minha mãe.
Quantos segredos há entre as vidas. Quantos momentos há entre as vidas. E quantas oportunidades há na vida.
Hoje somos companheiros próximos a nova encarnação.
O verdadeiro Amor nos trouxe para próximos.
Desta vez seremos irmãos gêmeos na lida da bondade para com os outros.
Seremos pobres no dinheiro, mas ricos na caridade.

Sheila e Euclides em companhia dos trabalhadores da casa.

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O perdão necessário é.
O perdão razão de existir é.
O perdão claridade faz.
O perdão mudanças causa.
O perdão é razão para a existência.
O perdão é caridade para com o próximo.
O perdão é nossa libertação.
Irmã B.

Casa do Caminho - Instituição Espírita Cristã

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