A intolerância

Um dos piores flagelos da humanidade é a intolerância, filha do orgulho, que faz com que nos sintamos melhores, mais aptos e mais inteligentes do que os outros.

A intolerância sempre se volta contra o mais humilde, o mais simples, o aparentemente menos capaz.

Que faz o orgulhoso, quando conclui que seus interlocutores não lhes chegam à altura, quando seus familiares, colegas ou subordinados lhe parecem sem recursos, diante da sua presumível alta capacidade e desempenho?

Humilha, ri ou enraivece-se e exige que todos lhes sigam os pensamentos, as atitudes, que no seu julgar egoísta lhe parecem sempre os mais certos.

Quem lhe garante essa suposta supremacia, essa superioridade? A vaidade, irmã do orgulho.

Achar-se o melhor envaidece a alma menos consciente da sua igualdade perante os semelhantes e da sua pequenez perante Deus.

A cegueira que o intolerante tem é percebida por todos, menos por ele mesmo. E como, quase sempre, o egoísmo e a intolerância andam de mãos dadas, ele nada aceita, não cede, o que lhe pareceria um ato de subordinação.

Mas, pensemos, nós que já fomos ou ainda somos assim, que Jesus, o maior de todos os Espíritos iluminados que desceram a esta Terra para nos esclarecer, nos trazer o verdadeiro sentido de ser, foi também o  mais humilde, mais tolerante, mais benigno, que tudo suportou, tendo a capacidade de, por um gesto, aniquilar, neutralizar seus contendores.

No entanto, Ele nada fez, que pudesse ferir ou magoar, pois sua superioridade verdadeira de nada disso precisava.

E nós, filhos de Deus em início de jornada, achamos que somos maiores e melhores que nossos irmãos, não suportando nada que não seja condizente com o nosso querer, com o nosso pensar.

Ainda temos muito, muito a aprender. E as lições são de acordo com nosso desenvolvimento, passo a passo, como pequenos que trilham seu período de aprendizado, obediente aos mestres, fazendo suas lições, cada vez mais difíceis.

A intolerância, devemos combater com humildade, com fé fervorosa no porvir, acreditando que a vida que nos cabe é a melhor para nós, de acordo com as programações divinas, sentindo a igualdade com todos os seres que convivemos, em qualquer lugar, no lar, no trabalho, nas amizades e no aprendizado da palavra do Cristo.

Sigamos, irmanados e sempre compreendendo que nós, humanos, somos todos iguais, apenas mais ou menos adiantados nas séries, desta grande escola que é o viver.

Amigos queridos, amparemo-nos uns aos outros e agradeçamos sempre a Deus, pelas oportunidades sublimes e pelas chances constantes que temos, para que não tropecemos nas pedras do caminho e para que possamos galgar os degraus da escada que nos levará ao mais alto.

Paz a todos e continuem sempre perseverando e ao cair, levantem-se novamente, ao errar peçam perdão humildemente e recomecem a lição.

 

Casa do Caminho

Grupo de Estudo do Livro dos Espíritos

Reunião de 28/09/2011

Mensagem psicografada por Wanda Gesualdo