Uma história real

Certa feita uma mulher saiu com sua enorme barriga e seu  esposo no orvalho frio da noite.
Foi com grande esperança que buscavam ajuda para a hora da dama, que estava para chegar.
Pobres, trabalhadores da luta diária, sairam por causa das dores que aquela mulher passava a sentir. Não aguentando mais, saiu em busca de auxílio. A estrada era cheia de buracos e a terra ainda estava molhada das tantas chuvas do final do ano.
Sua esperança era que a carroça os levasse com segurança através dos olhos daquele burrico. Mas as coisas não funcionavam muito bem assim.

Sem saber o por que sofria pela vida vida toda. Infância de pobreza, onde teve como bonecas somente espigas de milho, e como diversão maior o cabo da enxada afiada. Sofria por todos os passos. Mas aquela noite sua vida parecia carregar uma esperança diferente.

Passava pelo lamaçal do caminho com grande alegria, enfrentava os galhos molhados que batiam em sua face sem reclamar. E tudo, pra ela,  era normal. As dores estavam lhe incomodando, mas calada aguentava. Seu marido assustado, não sabia o que fazer. Buscava consolá-la com palavras como “já vamos chegar”.

E assim realmente chegaram. A porta do hospital estava fechada. Não adiantava bater ou chamar, ninguem vinha abrí-la. Ninguem parecia se importar com os gritos daquela senhora pobre.

Seu marido ficava cada vez mais a passar por uma forte angústia.

E assim ficavam por ali.

Foi quando seu marido a pegou no colo e a colocou em baixo do arco da escada.

Ela, por si, não reclamava, apenas gemia em tom não alto.

A maior vez que urrou de dor foi usando o nome do senhor, “Deus Pai, me ajude”, disse ela.

E neste momento algo realmente aconteceu, parecia que uma luz se fazia clarear naquele céu que não permitia ver uma estrela sequer.

Neste momento uma água saiu de dentro de si. E o motivo maior das dores começou a chorar já fora do seu interior.

Aquele que produzia as dores, agora produzia a alegria maior.

Junto fez-se tocar os sinos e luzes de fogos de artifício se fizeram aparecer.

Era o motivo  maior da alegria humana que chegava para aquele casal.

E junto se iniciavam as comemorações da noite natalina.

Não é preciso dizer que, em homenagem às graças daquele momento,  o menino se chamou Jesus.

E que aquela mulher, de nome Maria, abraçava  ali a recompensa de maior alegria por todo seu sofrimento passado.

Mesmo sem  o conforto de uma cama macia e quente, sem o auxílio dos sábios da terra, ela pariu ali a a alegria certa de sua vida.

Para Maria, não era somente uma coicidência de nomes.

Para ela era uma lição que foi feita e os momentos aprendidos.

A alegria se fez recompensa por todo o seu sofrer calado do reclamar.

Paz a todos, Feliz Natal!

Uma história real do mundo de vocês.

Manoel em companhia de Beatriz e Irmão Cristovão.

20h 24 mim.

 

Mensagem psicografada pelo médium Antonio Ósio Júnior, em 20 de dezembro de 2011, na Casa do Caminho.