Do alto, das distâncias incomensuráveis, vemos o planeta brilhando, envolto em luz azulada. Quão lindo nos parece, aquele pequeno globo, a girar suave no infinito espaço. Quão pequeno nos parece, indefeso na imensidão.
Vamos nos aproximando, descendo das alturas infinitas. Descemos mais e mais. Vamos nos aproximando e a esfera vai se delineando, mais nítida. Os continentes, os mares se apresentam. As calotas polares brilham, brancas como pérola.

De um lado o sol faz tudo claro e brilhante, de outro, as sombras acusam a pálida luz da Lua, que gira constante, erm tono do planeta amado.
Mas, Deus meu, ao mais nos aproximarmos, o que vemos?
Que nuvens escuras são essas? Que fumaça insondável e densa cobre a luz e nos impede a visão, até a pouco tão clara?
Meu Deus, vemos! São os miasmas, provenientes dos seres que habitam o planeta querido. Junto à enorme multidão que vaga em desespero, em tristeza e choro, as formas emitidas pelos encarnados se ajuntam e tornam tudo intransponível. Penetramos as trevas, atravessamos tudo. Descemos mais. Já a luz do Sol retorna, acesa como lâmpada intensamente forte. Vemos de perto, agora, a Terra e que decepções se unem às obras maravilhosas da natureza. Quantos seres seguem sem dar por nada, sem perceber nada
do que se passa ao redor. Ah! Se pudessem saber, seguiriam os passos daqueles que também, na nossa querida Terra, buscam o caminho certo. Não destroem, não matam, não deturpam, não corrompem. Seguem, em ambientes às vezes tão tristes e pobres,
mas levam ali o melhor de si, em ajuda aos desamparados. Ao mesmo tempo, em ricos lugares, tão cheios de tudo, seres cegos só buscam prazeres efêmeros, só consomem tudo, como dragas vorazes.
Assim vemos as contradições dos habitantes do planeta a que queremos um bem infinito, pois já aí trilhamos grande parte da nossa jornada. Buscamos, assim, o contato com os espíritos que estão encarnados e aos desencarnados que trilham junto a eles. Nos irmanamos e tentamos influir na intuição do bem e da preservação da natureza, que irá manter o equilíbrio da esfera e temos certeza de que conseguiremos salvá-la, todos nós, para um futuro lindo e de paz para as gerações vindouras, que vêm trazer a nova era,
que vêm habitar esse planeta que sai da hora da expiação para a hora da regeneração. A paz esteja com vocês. Em breve nos  encontraremos em um novo mundo.

Mensagem psicografada por Wanda Gesualdo em 27/04/2011.